Qual o lugar do pai na pós-modernidade?
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- Por site Jorge Forbes : Clínica e Pesquisa em Psicanálise | Em Quinta, 13 Outubro 2011 23:27
O psicanalista Jorge Forbes em seu artigo recentemente publicado na Revista Lola e em seu próprio site, nos traz a discussão a respeito do lugar do pai em tempos de pós-modernidade. Se anteriormente ao momento pós-moderno ou se imitava ou criticava a figura paterna, hoje em dia temos novas e possíveis configurações na sociedade.
O autor nos aponta que anteriormente o pai ocupava a posição de um ser forte e rígido ou uma posição de anônimo “o pai ausente" em sua relação com o filho. Hoje em que existe a chamada horizontalização do laço social (uma sociedade em rede) a figura do pai cada vez menos ocupa o local de modelo ideal ou padrão e passa a ser um garantidor da flexibilidade da referência.
Se a mãe permite a invenção do sujeito (seu filho) o pai é o que garante a existência. Como diz Forbes "Uma mãe autoriza a invenção, desde nossos primeiros balbucios, um pai legitima a sua existência, ou seja, o por fora de si. É o que está na raiz da palavra existir, composta de “ex”, fora, com “sito”, local: ex-sistir quer dizer 'colocar fora'".
Cabe ressaltar que para a teoria psicanalítica a função de pai e de mãe nem sempre corresponde com as pessoas biológicas, pois caso correspondesse aqueles que são órfãos ou não possuem uma constituição familiar coincidente com o nível biológico estariam seriamente prejudicados na sua formação.
Para finalizar Forbes nos coloca frente à sábia frase "Pai é quem tem um sentimento sagrado por um filho. Sagrado vem de sacrifício. Pai é quem tem um amor radical – sem explicação – e que pode morrer por um filho. É esse ponto de amor radical que é detectado pelo filho e sobre o qual ele se apóia na invenção singular de sua vida".
Onde nós, homens e mulheres pós-modernos, colocamos essa posição paterna?
Fonte: Jorge Forbes








