Psicoterapia não é eficaz para tratar TOC com Depressão, indica estudo

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altUm novo estudo descobriu que teriapia breve complementar não ajuda indivíduos depressivos que também apresentem transtorno obsessivo-compulsivo.

O estudo focou indivíduos que estava recebendo medicação efetiva para o transtorno depressivo maior. Os pesquisadores da Universidade de Torino questionavam se a psicanálise ou psicoterapias breves correlacionadas ajudariam indivíduos com obsessão e compulsão.

Até agora nenhum estudo havia investigado os benefícios de adicionar Psicoterapia Dinâmica Breve além da medicação no tratamento de transtornos obsessivos-compulsivos (TOC), enquanto um número de investigações recentes tem demonstrado a eficácia da psicoterapia breve suplementar entre pacientes com Transtorno Depressivo Maior (TDM).


O objetivo desse estudo foi explorar a aficácia da Psicoterapia Dinâmica Breve combinada com farmacoterapia em comparação com a farmacoterapia sozinha no tratamento de TOC em comorbidade com Transtorno Depressivo Maior.

Um ensaio clínico randômico de 12 meses comparou um tratamento padrão de Inibidor Seletivo de Recaptação da Serotonina com (n = 27) e sem (n = 30) Psicoterapia suplementar em pacientes com TOC em comorbidade com TDM. A psicoterapia suplementar foi adicionada ao tratamento durante o primeiro ensaio de 16 semanas; todos os pacientes continuaram a ser tratados apenas com farmacoterapia na fase seguinte do estudo.

A primeira avalicação de eficácia foi feita com a Escala de Sintomas Obsesivo-Compulsivos Yale-Brown 8 (Y-BOCS) e a Escala de Hamilton para avaliar a Depressão com 17 itens; A segunda avaliação de eficácia incluiu a Escala de Impressão Clínica Global e a Avaliação Global do Funcionamento (GAF).

A análise de dados foi conduzida baseada na 'intenção-de-tratar (intent-to-treat - ITT) a amostra de pacientes.' cinquenta pacientes completaram o estudo.

Não foi encontradas diferenças entres os dois grupos em nenhum ponto através de nenhum métodos de avaliação na amostra de estudo em 'intenção-de-tratar' (ITT).

Desta forma, os pesquisadores concluem que a Psicoterapia Breve complementar no tratamento de pacientes com Transtorno Obsessivo-Compulsivo em comorbidade com Transtorno Depressivo Maior que estejam recebendo medicação efetiva não demonstra efeito clínico significativo nem nos sintomas obsessivos nem nos depressivos.

O estudo é descrito no volume 79, número 5, do jornal Psychoterapy and Psychosomatics, com o título de "No Effect of Adding Brief Dynamic Therapy to Pharmacotherapy in the Treatment of Obsessive-Compulsive Disorder with Concurrent Major Depression".

Referência: psychcentral.com e Psychoterapy and Psychosomatics

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