Descoberta nova ligação genética entre esquizofrenia e transtorno bipolar

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Uma equipe internacional de mais de 250 pesquisadores de 20 países concluíram um marco no estudo da relação entre variações genéticas e doenças mentais.

Os pesquisadores estudaram mais de 50.000 adultos e descobriram que variações genéticas comuns contribuem para o risco de uma pessoa ter esquizofrenia e transtorno bipolar.

Os investigadores dizem que os resultados fornecem nova evidência molecular de que 11 regiões do DNA, incluindo seis regiões não observadas anteriormente, estão ligados à esquizofrenia e transtorno bipolar.

Os investigadores participantes da Psychiatric Genome-Wide Association Study Consortium publicaram dois artigos sobre suas descobertas na revista Nature Genetics.

Os especialistas dizem que a descoberta desses vínculos genéticos permitirá que cientistas obtenham grandes avanços na compreensão das causas destas doenças crônicas, graves e debilitantes.

O estudo foi único, os pesquisadores examinaram todos ou a maioria dos genes de indivíduos diferentes para ver o quanto os genes variam de indivíduo para indivíduo.

"Este é, de longe, o maior estudo deste tipo", disse Patrick F. Sullivan, MD, o pesquisador líder do estudo.

O estudo que focou a esquizofrenia identificou "fortes evidências de sete lugares diferentes no genoma humano, das quais cinco eram novas e duas previamente estudadas, que contêm alterações de DNA que estão significativamente associadas com a esquizofrenia", disse Sullivan.

E em uma análise conjunta de uma amostra de esquizofrenia e transtorno bipolar, o consórcio de pesquisadores encontrou três regiões diferentes do DNA, ou loci, em que ambos os transtornos atingiram ampla significância estatística genômica.

"Isso nos diz que esses distúrbios, que muitos de nós temos como coisas distintas, na verdade, compartilham semelhança fundamental", afirmou Sullivan.

Segundo ele, "O Consortium é o maior consórcio de pesquisa em psiquiatria e este já é, certamente, o maior experimento biológico que já fizemos nesta área".

"Estamos estudando na ordem de 90.000 indivíduos e múltiplas desordens, tentando fazer algo para o bem maior, que é ir efetivamente tão longe e tão profundamente quanto possível para a compreensão da genômica da doença mental", concluiu Sullivan.

Fonte: PsychCentral

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