Tablets podem facilitar o processo de socialização de autistas, e o que sugere a análise de um caso recente
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- Por Kleyson Matos | Em Sexta, 11 Novembro 2011 23:58
Um caso tem levantado várias opiniões na comunidade científica de Santa Cruz do Sul, localizada no estado do Rio Grande do Sul. O caso é o de uma criança de seis anos de idade, portadora do espectro autista, que passou a utilizar um tablet (iPad) para jogar e aprender conceitos como números e letras, a partir de certo tempo de uso a criança apresentou uma melhor comunicação com os pais e colegas.
Para quem não conhece a mais nova tecnologia na área de informática, os tablets consistem em aparelhos eletrônicos em forma de prancheta, que permite o acesso a internet, utilização de jogos, leitura de livros (E-books), visualização de fotos e organização pessoal. Os Tablets expadiram-se por todo o mundo, sendo a 'nova febre' do consumo daqueles que gostam de novidade na área de tecnologia, em algumas escolas no exterior e no Brasil já estão integrando-se ao novo aparelho para o melhor desempenho do aluno e melhoria da qualidade de ensino.
"O menino realizava trabalhos de cognição com uma aluna minha e não emitia resposta com nenhum dos métodos que utilizamos com outras crianças. A partir do momento em que ele teve contato com o iPad, sua comunicação melhorou consideravelmente, chegando ao ponto de pedir um aparelho similar aos pais para uso em casa", conclui Nize Maria Pellanda, doutora em Ciências da Educação e professora da Universidade de Santa Cruz do Sul.
A pesquisadora aponta que por ser uma tecnologia nova, poucas pesquisas estão disponíveis sobre a relação do tablets com o aprendizado, e da relação entre tablet - socialização e autismo."Há evidências de reação no processo cognitivo e até mesmo afetivo dos autistas com os tablets, mas muito pouco foi realmente pesquisado e documentado a respeito", completa Nize.
Com relação à inserção dos tablets nas escolas, o psicólogo e professor da Universidade Federal de São Carlos, Celso Goyos, questiona-se sobre a inserção de uma nova tecnologia sem a qualificação do ensino adiantaria verdadeiramente em alguma mudança significativa nas escolas.
"Por falta de recursos eficazes em educação, diretamente relacionados à escassez de pesquisas que de fato focalizem no problema de ensino e aprendizagem, a sociedade brasileira olha esperançosa para as maravilhas tecnológicas à espera de um milagre também na área de educação", destaca Goyos. Ainda segundo ele, a psicologia experimental tem produzido enormes avanços nessa área ao longo dos últimos 30 anos, mas é uma contínua dificuldade fazer com que esses conhecimentos extrapolem os muros da academia e sejam incorporados em sala de aula.
Fonte: Portal Educação








